quinta-feira, 22 de março de 2012




No Dia Mundial da Água, O Centro do Professorado Paulista estará presente no lançamento do kit “O Reino da água”.

O projeto, com distribuição gratuita, é um livro ilustrado infantil, que acompanha um caderno de atividades, um jogo da memória e um de tabuleiro. Os jogos são educativos e trazem o tema “Ninguém vive sem água”, onde são ensinadas curiosidades sobre a cultura brasileira e dicas de economia e conscientização do uso da água.

O projeto pretende, ainda, despertar o interesse de assuntos vitais para a sociedade e consequentemente para o planeta, além de disseminar o folclore e a cultura brasileira. Voltado para crianças de 8 a 14 anos,

“O Reino da água” possibilita a criação de dinâmicas que estimulem o aprendizado da conscientização ambiental ao mesmo tempo em que se aprende história, geografia e língua portuguesa. A ideia é incentivar que professores, a partir do kit, criem atividades que levem, por meio da leitura e do entretenimento, a informação de que atitudes simples do cotidiano de cada um podem gerar mudanças significativas para o planeta.

O lançamento será realizado na Biblioteca Monteiro Lobato, a maior do estado, voltada para o público infantil. Na ocasião, o autor do livro e profissionais da biblioteca realizarão duas sessões com dinâmicas para comemorar o dia da água e apresentar às crianças e professores como o kit pode ser utilizado no dia a dia para auxiliar no conhecimento de história, geografia e língua portuguesa falada no Brasil, além da conscientização ambiental.

Cada sessão atenderá 80 crianças de escolas públicas e ONGs da região Central de São Paulo.

Mais informações do serviço:
lançamento do kit “ O Reino das Águas”
Biblioteca Monteiro Lobato
Endereço. Rua General Jardim, 485. Vila Buarque 01223-011 - São Paulo, SP Tel.: 11 3256-4438 e 11 3256-4122.
Dia 22 de abril, às 14h00

sexta-feira, 16 de março de 2012

Estudar é um direito garantido, nos termos do art. 246 do Código Penal

"Os pais que deixarem de matricular o filho, entre quatro e 18 anos de idade incompletos, na rede de ensino pública ou privada, sem justa causa, responderá a processo por crime de abandono intelectual, nos termos do art. 246 do Código Penal, caso em que serão conduzidos para Delegacia de Polícia local", diz a portaria. Medida semelhante valerá para os pais de jovens analfabetos, que também poderão ser detidos.

"Se forem encontrados [jovens] maiores de 18 anos analfabetos, os pais serão levados à delegacia em flagrante, por cometeram abandono intelectual. Eles podem ficar presos, dependendo da situação. Se ele não conseguir provar que teve dificuldade, como ser morador da zona rural e não ter transporte, poderá ficar detido”, explicou Brandão.

A medida foi elogiada pelos conselhos tutelares das cidades atingidas pelas novas determinações. “A gente vê como bastante positiva a iniciativa. Tudo que venha para contribuir com a presença da criança na escola será apoiada.
Esperamos por uma reunião com o juiz para termos detalhes de como vão funcionar os detalhes dessa portaria. Mas sabemos que uma determinação vinda de um juiz vai fazer com que os pais pensem em colocar e acompanhar seus filhos na escola”, disse Hilda Santiago, conselheira tutelar de Olindina.

Segundo ela, o grande problema será a falta de estrutura do órgão para fazer valer os direitos da criança e adolescente. “Realmente é uma situação difícil, pois não temos mais carro e dependemos do carro da prefeitura, que só vem uma, duas vezes por semana”, afirmou Santiago.

http://www.cpp.org.br/noticiascpp.php?id=4564

terça-feira, 6 de março de 2012

Mercadante defende piso dos professores como uma questão de valorização

“A questão do salário do professor não é apenas trabalhista, mas uma questão de valorização”, afirmou o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, durante audiência pública realizada nesta quarta-feira, 29, na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal. Ao defender o piso nacional dos professores, o ministro observou que a docência deve ser uma carreira bem remunerada e valorizada, caso contrário não será possível trazer os melhores profissionais para as escolas.

Mercadante fez uma exposição sobre as principais metas e diretrizes do Ministério da Educação, apresentando os planos da pasta, desde a educação infantil até a pós-graduação. Também fizeram parte da mesa o presidente e o vice-presidente da comissão, Roberto Requião (PMDB-PR) e Paulo Bauer (PSDB-SC).

No debate, o ministro apontou a importância da alfabetização até a idade de oito anos. De acordo com ele, a alfabetização – saber ler e escrever e fazer contas matemáticas simples – na idade certa permitirá melhor desenvolvimento no restante do processo educacional, reduzindo a evasão escolar. “Alfabetização na idade certa tem que ser a prioridade das prioridades deste país. Temos que atacar esse problema na origem e olhar para a valorização e capacitação dos 200 mil profissionais que fazem a alfabetização.”

Entre os temas de sua apresentação, o ministro fez questão de dedicar especial atenção ao uso de novas tecnologias e ideias inovadoras na sala de aula, entre eles o projetor digital e os tablets, que serão distribuídos às escolas e professores. Para Mercadante, a escola precisa ser o caminho de acesso do jovem aos recursos tecnológicos, para que ele tenha maior acesso ao conhecimento. “É preciso educar nossos jovens para o século 21”, disse.

Um programa nacional a ser lançado, sobre educação no campo, pretende impedir que escolas sejam fechadas nas zonas rurais, além de aumentar a escolarização da população dessas regiões. O projeto prevê a distribuição de material didático voltado para o campo, formação inicial e continuada de professores, educação de jovens e adultos, educação tecnológica voltada para atividades rurais, além de empreendedorismo e atendimento a escolas quilombolas.

Diego Rocha

Acesse a apresentação do ministro Aloizio Mercadante na Comissão de Educação do Senado