quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Home > Acontece, Notícias Lei incentiva compra de computadores para escolas públicas

 



A lei que amplia o Plano Brasil Maior incentiva a compra de computadores para escolas públicas. Publicada no último dia 18 de setembro, a lei tem como meta restabelecer o programa Um Computador por Aluno – Prouca, concedendo incentivos fiscais para a compra dos equipamentos.
O Regime Especial de Incentivo a Computadores para Uso Educacional – Reicomp, inserido na norma, vai facilitar a aquisição dos aparelhos para uso dos alunos e professores da rede pública federal, estadual, municipal e do Distrito Federal e para as escolas sem fins lucrativos que prestam atendimento a pessoas com deficiência. Os computadores deverão ser utilizados exclusivamente no processo de aprendizagem.
O Prouca promove a inclusão digital nas escolas públicas por meio da compra de equipamentos de informática, programas de computador, suporte e assistência técnica. Pela lei, um percentual mínimo dos equipamentos deverá, obrigatoriamente, ser adaptado para pessoas com deficiência.
A lei também estabelece o Regime Diferenciado de Contratações  – RDC para construção ou reforma de estabelecimentos de educação infantil. O regime poderá ser aplicado até o 31 de dezembro de 2018 aos projetos de construção ou reforma de creches e pré-escolas cujas obras tenham início ou contratação a partir de 1º de janeiro de 2013. Mas, a adoção do RDC é opcional.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Ensino público tem índice maior de estudantes de graduação

O aumento percentual de estudantes de graduação concentrados no setor público, a queda no analfabetismo e o aumento da frequência de crianças na creche, pré-escola e ensino fundamental são alguns dos dados sobre educação constantes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), referentes a 2011. Divulgados nesta sexta-feira, 21, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) os números confirmam, como já antecipou o Ministério da Educação, que o maior desafio educacional a ser enfrentado é o do ensino médio.

A Pnad mostra expansão na taxa de atendimento em instituições de educação superior públicas. Em 2009, elas concentravam 23,3% das matrículas em cursos superiores; em 2011, o número subiu para 26,8%. O MEC atribui parte desse aumento à adoção de políticas de expansão e interiorização das universidades federais, entre elas, a criação do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni).

Quanto à educação básica, o setor público continua prioritário no atendimento. No ensino fundamental, 87% dos estudantes estão em estabelecimentos oficiais de ensino, mesmo percentual registrado em 2009. No ensino médio, a cobertura da rede pública cresceu de 86,4% para 87,2%.

Analfabetismo — A taxa entre as pessoas de 15 anos ou mais manteve a tendência de queda dos últimos anos ao recuar de 9,6%, em 2009, para 8,6%. A meta a ser atingida pelo Brasil, de acordo com a Conferência Mundial de Educação, de Dacar, Senegal, é a de chegar ao patamar de 6,7% em 2015 (metade da taxa que o Brasil apresentava em 2000). O número absoluto de analfabetos caiu 1,2 milhão — de 14,1 milhões para 12,9 milhões.

Os dados do IBGE mostram que o analfabetismo está tradicionalmente concentrado nas regiões Norte e Nordeste, entre a população em idade mais elevada, acima dos 50 anos. Com a universalização do ensino fundamental, entende-se que o problema tende a ser reduzido para as próximas gerações.

Outro dado positivo é o aumento do número médio de anos de estudo entre a população de 10 anos de idade ou mais. Essa média passou de 7,2 em 2009 para 7,3.

Frequência — O acesso de crianças entre 4 e 5 anos de idade à creche e à pré-escola subiu de 74,7% em 2009 para 77,4%. No ensino fundamental, ainda que o acesso esteja quase universalizado, também cresceu a frequência de estudantes de 6 a 14 anos à escola — de 97,6% em 2009 para 98,2% em 2011.

Os números apontam aumento em regiões e públicos historicamente negligenciados, especificamente no Nordeste, onde as taxas são quase as mesmas das médias nacionais. Na faixa de 4 e 5 anos, por exemplo, é a mais alta entre as regiões do país (83,5%).

Os dados da Pnad mostram que o desafio continua concentrado na faixa etária de 15 a 17 anos. Ou seja, no ensino médio. Nela, a frequência à escola diminuiu de 85,2% em 2009 para 83,7%. Essa queda se deu em quase todas as regiões do Brasil, à exceção do Centro-Oeste, e com maior intensidade no Sudeste.

Ciente desse desafio, o Ministério da Educação tem investido em ações voltadas especificamente para o ensino médio. Entre elas, está o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), o programa Ensino Médio Inovador e o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). O ensino médio inovador amplia a jornada escolar e reformula o currículo. Pelo Pronatec, estudantes têm a opção de fazer o ensino médio regular e, ao mesmo tempo, um curso profissionalizante.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) é realizada anualmente pelo IBGE. Os temas básicos que integram o questionário são população, educação, trabalho, rendimento e habitação. A cada dez anos, em lugar da Pnad, o IBGE realiza o Censo Demográfico. O último, em 2010. Por essa razão, os dados da Pnad de 2011 devem ser comparados aos de 2009. 

FONTE: MEC

MEC reafirma posição a favor da obra de Monteiro Lobato

 

O Ministério da Educação reafirmou nesta terça-feira, 25, a posição absolutamente contrária a qualquer tipo de censura à obra do escritor Monteiro Lobato (1882-1948). Ações propostas no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Instituto de Advocacia Racial e Ambiental (Iara) e pelo técnico em gestão educacional Antônio Gomes da Costa Neto argumentam que a obra As caçadas de Pedrinho tem conteúdo racista.

O MEC, baseado em parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE), entende que uma nota explicativa nas edições futuras é instrumento suficiente para contextualizar a obra.

Em reunião nesta terça-feira, 25, em Brasília, proposta pelo ministro Luiz Fux, do STF, com representantes de movimentos de combate ao racismo, os secretários do MEC de educação básica, Cesar Callegari, e de educação continuada, alfabetização, diversidade e inclusão, Cláudia Dutra, defenderam o valor literário da obra de Lobato. Para Callegari, o acesso à informação científica e cultural deve ser preservado. “O MEC defende a plena liberdade de ideias e o acesso dos estudantes a produções culturais e científicas com a mediação de um professor”, afirmou.

De acordo com Cláudia Dutra, o Ministério da Educação tem trabalhado na formação de professores para a educação etnorracial. “Entre 2006 e 2012, foram formados mais de 139 mil professores, e a demanda da área para os próximos dois anos é de 56 mil profissionais”, disse. “O MEC assumiu o compromisso da expansão dos programas de formação.”

Os resultados da reunião desta terça-feira serão encaminhados ao ministro Luiz Fux, a quem cabe tomar a decisão sobre o tema. 

FONTE: MEC

sábado, 22 de setembro de 2012

Sejamos como a primavera que renasce cada dia mais bela… Exatamente porque nunca são as mesmas flores.
Clarice Lispector

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

'Cotas vão ajudar Enem a reestruturar currículo do ensino médio público'

A cota de 50% das vagas das universidades federais para alunos das escolas públicas fortalecerá o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e ajudará a melhorar a última fase do ciclo da educação básica. Interessados em conquistar uma vaga nas federais, que usam a nota do Enem no processo de seleção, os estudantes e suas famílias pressionarão as escolas por mudanças no currículo do ensino médio. A afirmação é do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que descarta a hipótese de intervenção direta na organização e na grade curricular, o que exigiria reabrir um debate feito na gestão do seu antecessor, Fernando Haddad. Segundo Mercadante, o MEC vai substituir a Prova Brasil pelo Enem na avaliação do ensino médio do País. Por questões técnicas, não há prazo para a mudança.
Segundo Mercadante, o MEC vai substituir a Prova Brasil pelo Enem na avaliação do ensino médio - Dida Sampaio/AE-14/8/12

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) divulgado anteontem mostra que houve piora no desempenho de 9 Estados e do Distrito Federal no ensino médio. Quais seus planos para essa etapa da educação?
A primeira diretriz é a substituição da Prova Brasil pelo Enem como instrumento de avaliação da qualidade do ensino e aprendizado. Temos de manter por mais um período a Prova Brasil para não perdermos a série histórica. O Enem tem 1,5 milhão de alunos do ensino médio inscritos neste ano, de um total de 1,8 milhão de concluintes de escolas públicas. Ele já é uma avaliação censitária.

Então o sr. pretende tornar o Enem obrigatório para alunos da rede pública?
Não. O Enem hoje já é quase censitário, não precisamos de nenhuma medida para ele ter esse papel no ensino médio. Não precisa ser obrigatório. Só não posso fazer isso agora. Para manter a série histórica, precisamos ter os dois exames ainda por mais um período. Há um trabalho técnico e conceitual, porque a Prova Brasil avalia o sistema e o Enem avalia o aluno.

Então a aposta do sr. para o ensino médio é o Enem?
O Enem vai ser cada vez mais importante, porque além do Sisu (sistema de seleção de candidatos que fizeram o Enem para as universidades federais) e do ProUni (programa de bolsas para universidades particulares) vamos ter o sistema de cotas. Metade das vagas das universidades federais será preenchida pelas escolas públicas. Vai ter uma cobrança para colocar na universidade. Com isso, o Enem vai contribuir para reestruturar o ensino médio. Ele está organizado em quatro grandes áreas: matemática, língua portuguesa, ciências exatas e ciências humanas. Essas áreas vão estabelecer as necessidades de aprendizado dos alunos para o ensino médio. Essa reorganização curricular virá do Enem. Vamos discutir com os secretários de Educação para pactuarmos esse processo. Hoje temos 13 disciplinas obrigatórias e deverá haver uma reestruturação em direção à matriz do Enem.

Mas o sr. pretende reabrir a discussão para mudar as disciplinas do ensino médio? Quando o sr. diz que o currículo do ensino médio perdeu o foco, o sr. pretende fazer algum projeto de lei ou portaria com novas diretrizes?
Não, não é isso. Queremos usar o Enem para estimular essa mudança, que é um processo muito mais rápido. O Enem vai se colocar como grande instrumento de acesso à educação. O Enem já vai ser esse elemento estruturante, ele vai reestruturar o currículo do ensino médio. Os alunos, os pais e a sociedade exigirão da escola pública resultados no Enem. A escola vai ser cobrada, então vai se adaptar naturalmente. O principal indicador de qualidade vai ser quantos alunos cada escola colocou no Enem.

Apenas o Enem será suficiente para melhorar o ensino médio?
O Enem será mais importante ainda na vida dos alunos da escola pública. Outra coisa que queremos é estimular a escola em tempo integral. O sistema já identificou que ela é um grande avanço em direção à qualidade. Queremos fortalecer essa modalidade e essas parcerias. E a terceira diretriz é a formação dos professores. Temos um volume muito grande de professores que não têm a formação específica na competência em que eles dão aula, especialmente em matemática, física e química. E temos a tecnologia de informação. Queremos colocar a internet à disposição dos professores e alunos. Os tablets são instrumento para professores do ensino médio.

Desde 2009, já existe um modelo novo de ensino médio, mais próximo do mercado de trabalho e da vida dos alunos, mas com pouca adesão das escolas. Por que não investir nesse modelo?
Esse modelo é a busca de uma escola mais interessante para o aluno. Nessa idade, se o aluno não se interessar, ele abandona a escola. Então o ensino médio inovador é sim um caminho muito promissor. É a busca de novas estruturas mais eficientes é um movimento que já está em andamento.

Temos um terceiro setor ativo no Brasil, com experiências e métricas importantes. É possível pensar num modelo em que o privado venha com uma proposta de ensino e isso seja apoiado pelo gestor público?
Estamos buscando tecnologia da informação para abrir mais o leque de alternativas para as escolas, porque as redes que fazem essas parcerias, e muitas já estão fazendo. As experiências estão sendo muito bem avaliadas. Há uma parceria com a Fundação Lemann, que está traduzindo as aulas do professor Salman Khan (ex-aluno do MIT e de Harvard que torna disponíveis videoaulas no Youtube que já foram vistas por mais de 70 milhões de pessoas). As redes estaduais estão comprando tablets, por meio do pregão eletrônico organizado pelo MEC, que vem com conteúdo completo, acesso ao portal do professor, material para motivar o professor a estruturar as aulas. Há um grande interesse dos Estados em comprar tablets para os professores. Essas parcerias e esses suportes são muito positivos. E as aulas de tecnologia da informação agilizam muito essas parcerias. Mas isso não pode ser feito em detrimento da formação do professor, da valorização do professor e da relação com o aluno.

Fonte: Estadao.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

HOJE É UM DIA CELEBRAÇÃO; DIZ MINISTRO DA EDUCAÇÃO






BRASÍLIA - O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, admitiu que o fraco desempenho do ensino médio no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2011 representa "um imenso desafio" para o MEC, mas exaltou os "grandes avanços" obtidos nos anos iniciais do ensino fundamental e os "bons resultados" do Ideb nos anos finais do ensino fundamental - ambos dentro das metas estipuladas pelo ministério. "Hoje é um dia de celebração para a educação brasileira e precisamos destacar a importância do trabalho dos professores para atingirmos esses números", disse Mercadante, em encontro com jornalistas na sede do MEC.

Para Mercadante, a tímida melhoria do ensino médio nos números divulgados nesta terça-feira, 14, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) - nota 3,7 no Ideb 2011, a mesma da meta estipulada pelo MEC, mas que teve um avanço de apenas 0,1 em relação ao Ideb 2009, bem inferior aos do ensino fundamental - deve ser atribuída a problemas conhecidos e pelos quais o ministério prepara ações. "Um fator claro é a estrutura curricular, muito extensa", disse. "São 13 disciplinas, que chegam a 19 se consideradas as disciplinas complementares. São muitas matérias."

Outro fator é o número elevado de estudantes do ensino médio matriculados no ensino noturno. "O rendimento já é comprometido porque muitos desses alunos trabalham e, com tantas disciplinas, eles ficam destimulados", afirmou. O ministro, porém, enumerou várias ações do MEC para reverter o quadro. A expansão do Fundeb, que não existia para o ensino médio até 2007, do Programa Nacional do Livro Didático e a criação do Bolsa-Família para alunos de 17 e 19 anos, uma medida mais recente, além do investimento na formação de professores, "apesar de ainda ser elevado o número de professores sem proeficência para lecionar no ensino médio". Ele também destacou a estratégia do MEC de apostar em escolas de tempo integral, e o aperfeicoçamento do Pronatec - "uma medida que abre caminho para dar qualidade às escolas técnicas".

De acordo com o ministro, todas essas iniciativas, além de outras adotadas para dar impulso na melhoria do ensino fundamental, vão exigir tempo para dar resultados. "Acreditamos que, a partir de 2015, as notas do ensino médio vão refletir o resultado dessas medidas", disse.

Mercadante alertou, porém, que o resultado do Ideb do ensino, deferentemente do ensino fundamental, é amostral - foram analisadas notas de 70 mil alunos. 'É muito pouco perto dos 1,3 milhão de estudantes que vão prestar o Enem", disse. "Nesse sentido, o Enem é um indicador muito mais importante para avaliarmos o ensino médio", disse. Mercadante adiantou que o MEC vai fazer um trabalho estatístico para arede em cima da snotas do Enem.

Anos iniciais
Mercadante atribuiu o avanço dos anos iniciais do ensino fundamental a um conjunto de medidas. "A cultura da avaliação da rede é a primeira delas", disse. Citou ações de fomento na formação de professores, como a Bolsa Licenciatura, a permanência na escola estimulada pelo Bolsa-Família, a entrega direta de livros didáticos e também ações estratégicas de govenros estaduasi. "Precisamos mostrar as iniciativas de Estados que trouxeram resultados e estimular ooutras redes a adotá-las", afirmou. Ele destacou, proém, o foco nas creches. "Finalmente estamos valorizando a função pedagógica da creche, que antes era vista apenas como um local onde a mãe que queria trabalhar fora deixava a criança", disse, citando os resultados do programa Brasil Carinhoso. "A criança que frequenta a creche tem mais estabilidade emocional e desenvolve conceitos como trabalho em equipe e liderança", enumerou.

Mercadante destacou tambvém o fortalecimento do trabalho de alfabetização, citando o Pacto Nacional de Alfabetização na Idade Certa. "Quando resolvermos bem o problema da alfabetização, todo o sistema vai melhorar", disse.

Fonte: CPP
44% DAS ESCOLAS PÚBLICAS DO BRASIL NÃO ATINGEM META DO IDEB

Mais de 12 mil escolas públicas não atingiram a meta do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) nas séries finais do ensino fundamental em 2011. Esse número representa 44% do total das 28.514 escolas que foram avaliadas no ano passado. O levantamento foi feito pela Meritt Informação Educacional, empresa especializada em análise de dados públicos de educação, a pedido do Estadão.edu.

A pesquisa aponta que a meta não foi atingida em mais da metade das escolas de 14 estados brasileiros, a maioria nas regiões Norte e Nordeste. No Amapá apenas 27% das unidades públicas de ensino alcançaram o índice. Já no Estado do Mato Grosso, com a melhor situação, 81% das escolas atingiram a meta. Em São Paulo, foram 2.703 unidades (55%).

De acordo com o diretor de pesquisa e desenvolvimento da Meritt, Alexandre Oliveira, a análise dos dados do Ideb, por escola, seria uma observação mais significativa. "É muito mais profundo e detalhado analisar os dados por escola, é lá que é legitimado o espaço onde realmente a educação acontece."

Além de não crescer, 232 escolas estaduais e municipais de Alagoas tiveram um índice menor em relação à última edição do Ideb, realizada em 2009. Esse quantitativo representa 55% de todas as unidades de ensino da rede pública daquele estado. É o maior do Brasil. No país, o porcentual de decréscimo foi de 37%.

Segundo o presidente do Conselho de Governança da organização Todos Pela Educação e do Conselho Nacional de Educação, Mozart Neves Ramos, a situação é "muito" preocupante nesse nível de ensino. "O crescimento do Ideb nos anos finais do Ensino Fundamental é muito discreto, quase não se percebe". De acordo com ele, dos resultados do Ideb 2011, quatro estados precisam de uma maior atenção. "Maranhão, Alagoas, Sergipe e Pará não conseguem avançar no processo educacional", afirma Mozart.

Para o senador Cristovam Buarque, membro da Comissão de Educação do Senado, os resultados do Ideb representam o nível de desigualdade do ensino no país. "O Ideb enquanto índice está bom, a escola é que está ruim", diz Cristovam. Ele ressalta, no entanto, que Ideb alto não significa, necessariamente, que a escola seja de boa qualidade.

Outra ponderação é apresentada pelo o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Franklin. Segundo ele, para serem válidos, os índices deveriam medir também as condições de trabalho dos professores e a situação de infraestrutura das escolas. "Muitas escolas ficam preocupadas, apenas, em melhorar o desempenho no Ideb, importando até o modelo de ensino privado", fala Franklin.

Fonte: CPP

ESCOLAS PARTICULARES NÃO ATINGEM META DO IDEB

No ensino médio da rede particular, 60% dos estados do País não atingiram a nota mínima esperado pelo governo no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Para piorar, dois terços dos 20 estados avaliados em 2009 apresentaram queda ou mantiveram a mesma média no levantamento divulgado ontem.

No ensino fundamental, a situação é menos preocupante. No ciclo de 1ª a 4ª série, 33% não atingiram a meta e apenas dois estados tiveram queda de rendimento. Já entre os alunos de 5ª a 8ª série, metade das escolas avaliadas melhorou sua média.

Para especialistas, os números do ensino médio são frustrantes pelo fato de não refletir as vantagem que os alunos da rede privada têm em relação aos que estudam em escolas públicas.

A professora Silvia Colello, da Faculdade de Educação da USP, aponta que a falta de investimentos na atualização dos professores ajuda a explicar o mau desempenho. "As escolas particulares estão em um momento difícil de assegurar clientela e garantir a qualidade que demanda. Cobram mensalidades altas, mas funcionam como empresa e não valorizam o professor", afirma .

Rede paulista. São Paulo é um dos três estados do País que ficaram abaixo da meta do governo para escolas privadas nos três níveis avaliados pelo Ideb, ao lado do Distrito Federal e de Pernambuco. Nos últimos dois anos, no entanto, apenas o ciclo da 1ª à 4ª série não apresentou melhora na rede paulista.

Fonte: CPP

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

EDUCAÇÃO ABRE INSCRIÇÕES PARA TEMPORÁRIO DAR AULAS NO ESTADO

A Secretaria de Estado da Educação abre hoje as inscrições para professores temporários interessados em dar aulas em 2013. Além disso, começa hoje a inscrição para o processo de escolha das aulas do ano que vem.

Os candidatos ao cargo de professor temporário que não atuaram na rede neste ano podem se inscrever para a prova até o dia 17 de setembro em uma das 91 diretorias regionais do Estado. Para a escolha de aulas, os educadores estáveis e temporários que trabalharam neste ano deverão fazer o cadastro em www.educacao.sp.gov.br, até 19 de setembro.

Os professores efetivos não precisam partcipar do processo seletivo, mas devem se inscrever na escolha de aulas de 24 de setembro a 26 de outubro, no site da Educação.

Prova de promoção. A Educação divulgou o gabarito da prova de Valorização pelo Mérito. 
Os candidatos podem entrar com recurso até amanhã pelo site www.vunesp.com.br.



Fonte: CPP

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Volta ás aulas !


A leitura faz um homem completo. A conferência deixa ele pronto. A escrita o torna exato.
 
*Francis Bacon*

  Dia 01/08/2012

quarta-feira, 25 de julho de 2012

MEC lamenta falecimento do educador Aloisio Teixeira

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, manifestou profundo pesar pela morte do economista e ex-reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Aloisio Teixeira, 67 anos, ocorrida na manhã desta segunda-feira, 23, no Rio de Janeiro. 

“O mundo acadêmico brasileiro ficou mais pobre. Aloisio Teixeira fará falta para a UFRJ e para a pesquisa brasileira”, disse o ministro.

De 2003 a 2011, Teixeira atuou como reitor da UFRJ. Nesse período, trabalhou pelo fortalecimento dos órgãos colegiados da instituição e pela universalização do acesso à educação superior. Como reitor, também coordenou a implantação do Programa Apoio a Planos de  Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), baseado em um plano diretor atualizado.

Carioca, fez graduação pela Faculdade de Ciências Políticas e Econômicas do Rio de Janeiro (1978), mestrado em economia pela UFRJ (1983) e doutorado, na mesma área, pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp, 1993).

Professor titular do departamento de economia da UFRJ, Teixeira realizava pesquisa na área de economia com ênfase em programas de bem-estar social. Ao longo de sua carreira, recebeu diversas homenagens, entre elas, a comenda de grande oficial da Ordem de Rio Branco, em 2003, e o título de doutor honoris causa da Universidade Paris 13, em 2005.

O corpo de Aloisio Teixeira será velado até as 18h desta segunda-feira, no átrio do Fórum de Ciência e Cultura, no Palácio Universitário do câmpus Praia Vermelha da UFRJ (Av. Pasteur, 250, Urca). A cerimônia de cremação será  realizada nesta terça-feira, às 10h30, no crematório do Cemitério São Francisco Xavier, no Caju (Rua Monsenhor Manoel Gomes, sem número), zona portuária do Rio.

Fonte: Mec

Aulas de matemática e português mais atraentes.

As disciplinas de português e matemática constituem a base do trabalho das aulas de reforço na Escola Municipal Manoel Bandeira, no município paranaense de Campo Mourão, a 477 quilômetros de Curitiba. Ambas apresentam mais dificuldades para os estudantes da instituição, que tem 560 alunos matriculados, da educação infantil ao ensino fundamental.

Os estudantes com defasagem no conhecimento ou dificuldades em acompanhar o conteúdo trabalhado em sala de aula são encaminhados a aulas de reforço pela professora regente da turma. “Encaminho os alunos que apresentam baixo rendimento nas disciplinas de português e matemática ou que estejam com conteúdo defasado por dificuldades de assimilação ou por motivo de transferência escolar”, explica a professora Maria Rita Roza da Silva. Graduada em geografia, com pós-graduação em psicopedagogia institucional, ela está no magistério há 11 anos.

As atividades ocorrem duas vezes por semana, no período do contraturno (turno oposto ao das aulas regulares) escolar. Os estudantes são reunidos em grupos com no máximo 10 componentes, de acordo com a faixa etária. É uma forma de facilitar o trabalho da professora de reforço e de melhorar a convivência entre os alunos.

“A participação nas aulas de reforço não é obrigatória”, esclarece a professora Ana Aparecida Morsch, diretora da escola desde 2002. Porém, quando os pais são informados sobre a necessidade e a importância dessas aulas para a melhoria do rendimento escolar, os alunos comparecem assiduamente. Segundo ela, os estudantes não veem as atividades extras como castigo ou compensação, mas como uma possibilidade de obter sucesso na aprendizagem.

De acordo com a diretora, a professora do reforço escolar não é a mesma que leciona na turma regular, embora atue na mesma unidade de ensino. Graduada em geografia, com pós-graduação em educação infantil e séries iniciais, Ana Aparecida tem 25 anos de magistério.

Fonte: MEC

CONCURSO PARA PROFESSOR DE ENSINO FUNDAMENTAL II E MÉDIO

A Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão – SEMPLA e a Secretaria Municipal de Educação – SME, da Prefeitura do Município de São Paulo – PMSP realizarão em locais, datas e horários a serem oportunamente divulgados, o Concurso Público de Ingresso para provimento, em caráter efetivo, de cargos vagos de Professor de Ensino Fundamental II e Médio – QPE-14 da Classe dos Docentes da Carreira do Magistério Municipal e de Especialista em Desenvolvimento Urbano I – Engenharia Agronômica.

As inscrições para o Concurso serão realizadas, exclusivamente pela Internet, no período das 10 horas do dia 23/07/2012 às 16 horas do dia 03/08/2012 (horário de Brasília).

O Concurso Público será realizado sob a responsabilidade da Fundação Carlos Chagas.-www.concursosfcc.com.br

O Concurso destina-se ao provimento de 3.185 cargos vagos para Professor de Ensino Fundamental II e Médio e 4 cargos vagos para Especialista em Desenvolvimento Urbano I – Disciplina:Engenharia Agronômica constantes do Capítulo II e do Anexo I do Edital.

A remuneração inicial para Professor de Ensino Fundamental II e Médio: R$ 1.560,43 (um mil,quinhentos e sessenta reais e quarenta e três centavos), acrescida de Abono Complementar no valor de R$ 389,57 (trezentos e oitenta e nove reais e cinquenta e sete centavos), previsto na Lei 15.490 de 29 de novembro de 2011.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Professores terão aumentos acima da inflação até 2015

 A proposta de reajuste salarial que o governo apresentou aos professores da rede pública federal na última semana proporciona a todos os docentes ganhos salariais acima da inflação até 2015. A negociação mantém a política de valorização da carreira, iniciada em 2003, no governo Lula. Desde este período, os professores vêm recebendo aumentos reais de salário, recompondo as perdas de vencimentos acumuladas em décadas passadas.

A partir da prioridade do Governo Federal em qualificar a educação, a proposta apresentada pelo Ministério do Planejamento contempla os docentes com reajustes que chegam a 77,27% acima da inflação até 2015 para docentes das universidades; e 75,48% para professores dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia. Em 2015, o salário dos docentes titulares com dedicação exclusiva chegará a R$ 17.057,74. Os cálculos descontam a inflação do período, considerando índices estimados de 4,7% em 2012 e 4,5% em 2013, 2014 e 2015. 
Confira a tabela com a evolução salarial da carreira de docentes desde 2003


Fonte: MEC

LIVROS ESCOLARES VIRAM PAPÉIS PICADOS

Toneladas de kits escolares novos estavam estocados em galpões alugados pela FDE 

Fundação para o Desenvolvimento da Educação picou toneladas de apostilas que estavam estocadas em galpões

A FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação), ligada à Secretaria Estadual da Educação e dona de um orçamento de R$ 3,2 bilhões por ano, destruiu toneladas de apostilas novas, conhecidas como caderno do aluno. O material seria destinado a estudantes do segundo ciclo do ensino fundamental e do ensino médio.

Os livros, estocados em três galpões alugados pela fundação em Louveira, no interior, e em Jandira, na Grande São Paulo, teriam sido comprados em excesso. O DIÁRIO teve acesso a fotos que mostram a estocagem dos kits em galpões lotados, um caminhão sendo carregado com o material escolar e seguindo, escoltado por uma viatura oficial, até a empresa de aparas de papel Scrap, onde foi transformado em sucata para reciclagem.

O descarte ocorreu entre 2 e 13 de maio do ano passado. Os galpões foram alugados das empresas TCI Logística e Tzar Transportes. Na época, inúmeras denúncias de descarte de lotes de livros didáticos – novos e sem queixa de roubo – pipocaram em diversos pontos do estado, mas a polícia nada comprovou.

O presidente da fundação é o ex-prefeito de Taubaté, José Bernardo Ortiz, que responde a processos por improbidade administrativa. Recentemente ele foi condenado em um deles. Ortiz assumiu o cargo em janeiro de 2011. Em nota, a FDE afirma que se trata de material inservível, devolvido por alunos após o uso. Ainda segundo a nota, os cadernos estavam ocupando espaço nas escolas. “Todo material é recolhido pela FDE e encaminhado para triagem, na qual são separados os cadernos que podem ser reaproveitados e os que devem ser enviados para reciclagem. Nos galpões ficam apenas os cadernos usados”, diz.

Os kits caderno do aluno são impressos a cada bimestre e entregues nas escolas. A quantidade, segundo a fundação, é definida de acordo com o número de alunos matriculados na rede e inclui reserva de 1% destinada às diretorias regionais de ensino. A FDE afirma que, caso sobrem, os exemplares novos são descontados da compra posterior. A fundação, porém, não explica como em 2011 adquiriu 4 milhões de exemplares a mais do que em 2010.

A FDE afirma que a destinação do material escolar se dá em forma de compensação. “A FDE não recebe nada pelo material, mas também não paga nada à empresa pela destinação.” No entanto, não apresenta planilha comprovando a compensação e admite que, para ela, é oneroso manter cadernos estocados. Pessoas ligadas à FDE dizem que só pelo primeiro descarte a Scrap teria pago R$ 45 mil a um de seus representantes.

Um decreto de maio de 1987, assinado pelo então governador Orestes Quércia, diz que todo material inservível do Estado será encaminhado para o Fundo de Solidariedade Social, mas a FDE afirma que o custo com o transporte e processamento seria maior do que o lucro do fundo, apesar de não ter consultado o órgão, segundo a denúncia.

Segundo a FDE, a perda com material escolar é inferior a 0,4% e engloba possíveis extravios no transporte ou no armazenamento.

Apostilas excedentes podem ser utilizadas normalmente no ano seguinte, já que o conteúdo é o mesmo. Já o material usado pertence ao aluno, que deve ser orientado a guardá-lo em casa.

Fonte: CPP

quarta-feira, 11 de julho de 2012

PARA MINISTRO, PROFESSOR É PRIORIDADE, MAS CRISE NÃO PODE SER IGNORADA

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou nesta terça-feira (10) que o governo está trabalhando, mesmo em meio à crise internacional, para apresentar uma proposta de reajuste aos professores de universidades e institutos federais em greve desde maio.

Durante audiência na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) do Senado Federal, Mercadante disse que os professores têm prioridade, mas que a crise internacional deve ser considerada.

"Não está se discutindo um reajuste, mas uma carreira. O governo tem o compromisso de reestruturar a carreira docente. A proposta de reestruturação do MEC é de valorizar a titulação e a dedicação exclusivas. Por outro lado, a crise internacional não pode ser ignorada", disse.

De acordo com Mercadante, o governo tem mantido diálogo permanente com todas as entidades representantes das carreiras em greve e espera que a negociação se resolva até o dia 31 deste mês. O ministro afirmou novamente que considera a greve dos docentes "precipitada" e garantiu que os acordos feitos com a categoria, como aumento de 4% nos salários e a incorporação de gratificações, foram cumpridas.

Mercadante lembrou que a reestruturação da carreira será implementada no orçamento de 2013. "Temos restrições, mas há um comprometimento do Brasil para melhorar as condições de trabalho e salários dos docentes brasileiros", afirmou Mercadante durante a audiência.

Investimentos
Dirigindo-se aos senadores presentes na discussão, o ministro da Educação afirmou que definir metas para o governo e declarar que 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do país será investido na educação não é suficiente.

"É preciso que nos mostrem da onde que virão os recursos para empregarmos na educação. (...) Instituir que 10% do PIB brasileiro será aplicado na educação representaria um acréscimo no orçamento equivalente a 5 CPMF's. Como não vamos criar novos impostos, é preciso realocar os recursos que temos hoje", explicou Aloizio Mercadante.

Mercadante afirmou ainda que uma das alternativas mais viáveis seria a vinculação das verbas obtidas com os royalties da exploração do petróleo aos investimentos na Educação. "Que país o Brasil vai deixar pós-petróleo e pós-pré-sal? [esses recursos] Não vão durar para sempre", disse o ministro da Educação.

Fonte:CPP

domingo, 8 de julho de 2012

Casos de gripe H1N1 aumentam nas regiões Sul e Sudeste do Brasil.

Ministério da Saúde reforça as orientações para que a população se previna de doenças respiratórias como a gripe.  Rede pública está preparada para o atendimento e abastecida com medicamento.

Durante o inverno é comum que doenças respiratórias e a gripe atinjam com maior frequência a população. Como forma de prevenir a população de infecções pelo vírus da gripe, o Ministério da Saúde orienta ações de higiene pessoal, como lavar as mãos várias vezes ao dia, evitar tocar a face com as mãos e proteger a tosse e o espirro com lenço descartável. Em caso de síndrome gripal, deve-se procurar um serviço de saúde.
“Todas as pessoas que apresentarem a síndrome gripal e que fazem parte dos grupos mais vulneráveis para complicações - como as gestantes, crianças pequenas, os idosos e portadores de doenças crônicas - devem iniciar o tratamento. Em caso de agravamento da síndrome gripal, mesmo não sendo dos grupos mais vulneráveis, o tratamento com o antiviral oseltamivir deve ser iniciado com urgência”, observa a secretária substituta de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Sonia Brito.
O medicamento é distribuído gratuitamente em toda a rede pública de saúde. Os sintomas são surgimento simultâneo de febre, tosse ou dor na garganta, cefaleia (dor de cabeça) ou mialgia (dor nos músculos) ou artralgia (dor nas articulações). Já o agravamento pode ser identificado por falta de ar, febre por mais de três dias, piora de sintomas gastro-intestinais ou dor muscular intensa.

CASOS - Apesar do aumento previsto de número de casos da gripe nesta época do ano, a representante do Ministério da Saúde descarta qualquer tipo de epidemia. “Temos acompanhado aumento no número de casos pelo vírus A H1N1 em relação ao ano passado, mas isso não evidencia qualquer tipo de surto ou epidemia”, destacou.
O Ministério da Saúde tem monitorado os casos e analisado a situação da transmissão do vírus da gripe em todo o país, sobretudo, na região Sul do país (Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina). “Estamos acompanhando junto aos estados da região Sul e todos os demais que nos tem pedido apoio. Estamos intensificando o monitoramento e, providenciando, acesso ao medicamento oseltamivir (Tamiflu), usado no tratamento da gripe, para facilitar o acesso em toda a rede pública de saúde” afirma Sonia Brito. “Esta é a forma adequada de tratamento. A vacina não é recomendada para situações em que já há circulação acentuada do vírus da gripe, pois seu uso leva em média duas semanas para garantir a proteção”, completa. 

TRATAMENTO - O uso precoce do antiviral oseltamivir reduz as complicações nos casos graves de gripe. Em junho, o Ministério da Saúde autorizou o envio de 51.190 caixas de medicamentos para o tratamento da gripe para Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo. Cada caixa contém 10 comprimidos, o suficiente para um tratamento completo. A ação é preventiva e visa evitar que haja desabastecimento do medicamento oseltamivir, de nome comercial Tamiflu.
Nenhum dos 26 estados e Distrito Federal apresenta carência do antiviral. É o que afirma a secretária substituta de Vigilância em Saúde, ao acrescentar que todo o Brasil está preparado para atender a população. “O Ministério da Saúde tem acompanhado os estoques junto às secretarias estaduais de Saúde e, na medida em que forem consumidos, novos lotes serão enviados. Além disso, o Ministério da Saúde mantém estoque estratégico”, disse.

ORIENTAÇÃO AOS PROFISSIONAIS – O Ministério da Saúde tem orientado os profissionais de saúde a prescreverem o tratamento com o antiviral oseltamivir quando a pessoa apresentar o sintoma da síndrome gripal, independentemente de resultados de exames laboratoriais ou sinais de agravamento. Para isso, reforçou, no último mês por meio de nota técnica, a orientação para profissionais de saúde seguirem o novo Protocolo de Tratamento da Influenza, que foi revisado no ano passado pelo Ministério.

VACINAÇÃO – O Brasil vacina todos os grupos classificados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como sendo de maior vulnerabilidade para desenvolver a forma mais grave da doença que pode evoluir para o óbito. São eles: idosos a partir dos 60 anos, crianças entre seis meses e menores de dois anos, gestantes em qualquer fase da gravidez, povos indígenas e trabalhadores de saúde envolvidos na atenção a pessoas com gripe. Na campanha de vacinação contra a gripe realizada neste ano, o Brasil registrou mais de 80% de cobertura, uma das mais altas do mundo.
Nos três estados da região Sul, a cobertura vacinal superou a marca de 80%, recomendada pelo Ministério da Saúde. Além disso, o Ministério da Saúde autorizou o envio de 1,4 milhão de doses extras da vacina para complementar o estoque dos estados para atender a população com comorbidades, como pessoas com diabetes mellitus, asma, fibrose cística e imunodeficiências congênitas. A vacinação desse grupo ocorre mediante a indicação e prescrição médica de acordo com cada Secretaria Estadual de Saúde.

GRIPE - O vírus da gripe A H1N1, que surgiu em 2009, no México, ainda circula no mundo inteiro, mas é pouco provável a ocorrência de epidemias, como a pandemia de 2009, quando o Brasil registrou 2.060 óbitos. Em agosto de 2010, com base nos dados epidemiológicos registrados, a Organização Mundial da Saúde declarou a pandemia como encerrada. Entretanto, continuam ocorrendo casos e pode haver surtos localizados.
Muitas pessoas já estão protegidas contra o vírus A H1N1, seja porque tiveram a infecção natural desde 2009 (estima-se que até 30% da população pode ter tido influenza pelo subtipo A H1N1 2009) ou porque se vacinaram na campanha de vacinação realizada pelo Ministério da Saúde em 2012. Desde 2010, o Ministério da Saúde vem realizando campanhas de vacinação contra influenza que protegem do vírus A H1N1 (2009).

Orientações que a população deve seguir para prevenção:

— higienizar as mãos com frequência;
— utilizar lenço descartável para higiene nasal;
— cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;
— higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
— evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
— não partilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal;
— ventilar os ambientes.

Fontes: Ministério da Saúde

MEC publica regras de programa para alfabetizar crianças até 8 anos

O Ministério da Educação (MEC) publicou nesta quinta-feira uma portaria no Diário Oficial da União estabelecendo as regras do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC). O programa, que deve ser lançado em breve, tem como objetivo garantir que todas as crianças estejam alfabetizadas até os 8 anos de idade. Redes municipais e estaduais terão que aderir ao programa para poder receber recursos e o apoio técnico do MEC.

Entre as ações previstas no programa estão a capacitação dos professores alfabetizadores, o pagamento de bolsas aos docentes e a distribuição de materiais didáticos específicos para alfabetização. Outra medida será a criação de uma prova que será aplicada a todos os alunos do 3º ano do Ensino Fundamental para medir o nível de alfabetização.

Até hoje, o País não tinha um exame oficial para medir se as crianças estavam sendo alfabetizadas ou não na idade correta. Iniciativa semelhante já foi feita pelo Movimento Todos pela Educação que, em 2011, aplicou a primeira edição da Prova ABC. Em caráter amostral, o exame apontou que mais de 40% dos alunos que concluíram o 3° ano do Ensino Fundamental não tinham a capacidade de leitura esperada para esse nível de ensino.

As duas avaliações aplicadas atualmente pelo MEC aos alunos do Ensino Fundamental não aferiam essa informação. A Prova Brasil tem como público-alvo os alunos do 5º ano do Ensino Fundamental. Já a Provinha Brasil, aplicada no 2º ano, era uma ferramenta de uso interno das escolas para que cada professor pudesse acompanhar o desenvolvimento dos estudantes. Com o PNAIC, as escolas deverão informar ao MEC os resultados da Provinha a partir de um sistema que será desenvolvido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).

Fonte: http://noticias.terra.com.br

Concurso Público (Estágio)


As inscrições estarão abertas de 02/07/2012 à 13/07/2012. A prova será realizada no dia 29/07/2012 às 13h nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Os candidatos receberão um e-mail no dia 26/07/2012 informando o local de prova.

A taxa de inscrição é de R$15,00 e deverá ser paga até o dia 16/07/2012. Estudantes inscritos nos Programas Sociais do Governo Federal poderão solicitar a isenção da taxa até o dia 11/07, informando no ato da inscrição o número de NIS (Número de Identificação Social) e nome do beneficiário. Para mais informações, e realizar sua inscrição acesse o site http://estagios.fundap.sp.gov.br

Programa de educação na prisão

No Distrito Federal, a Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap) tem contribuído para a recuperação social de cidadãos privados de liberdade e melhoria de suas condições de vida. Isso é feito com a oferta de programas de educação, formação profissional e trabalho por meio do Centro de Formação Profissional, no Centro de Internamento e Reeducação da Papuda. Desde a criação do centro, em 2010, foram capacitados 664 detentos.

Os cursos profissionalizantes resultam de parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) do Distrito Federal e com a Secretaria do Trabalho local. Já foram realizados cursos de garçom, pintor de faixas e cartazes, pintor de obras e empreendedorismo. Recentemente, foram acrescentados os cursos de assistente administrativo, assistente de vendas, cabeleireiro, manicure e pedicure, mecânico de motores, mecânico de manutenção de bicicletas, pedreiro de alvenaria, serigrafia, paisagismo, confecção e modelagem de roupas. Participam dos cursos dez turmas de 25 alunos cada uma.

De acordo com a diretora social e educacional da Funap, Denise Laluce Santos Daza, além de promover a ampliação das possibilidades de ressocialização, a capacitação profissional é importante para minimizar a ociosidade dos internos do sistema prisional. Outra vantagem é a remição da pena. Para cada 12 horas de estudo, há redução de um dia na condenação.

Apesar de o centro de formação profissional estar localizado no complexo da Papuda, a 25 quilômetros do centro de Brasília, Denise garante que todas as unidades do sistema prisional do Distrito Federal são contempladas com cursos profissionalizantes. Os privados de liberdade também têm acesso ao ensino de primeiro grau, a exames vestibulares, em parceria com a Universidade de Brasília, ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), ao Programa Universidade para Todos (ProUni) e a cursos de educação de jovens e adultos.

“O programa de educação na prisão é um processo de desenvolvimento global para o exercício da cidadania” diz Denise. “É feito também por meio da educação de jovens e adultos, em convênio com a Secretaria de Educação do Distrito Federal.”

Oportunidade — Segundo o professor Alexandre Antônio Alves Soares, do curso de assistente administrativo, o ensino profissionalizante permite aos privados de liberdade obter uma ocupação e, assim, prestar serviços à sociedade. “Tudo é possível a partir do momento em que temos uma oportunidade, mudamos nossas atitudes diante dela e a aproveitamos da melhor forma”, ressalta. Com pós-graduação em comportamento organizacional, Alexandre, que está no magistério há cinco anos, trabalha no Senai, na região administrativa do Gama, a 30 quilômetros de Brasília.

Com relação ao trabalho desenvolvido com os detentos, Alexandre acredita no projeto, que considera socioeducativo e de recuperação. “Gosto do meu trabalho e da minha contribuição para pessoas que muitas vezes não tiveram muitas oportunidades na vida”, afirma. “Além disso, estou convencido de que as opções de vida só podem ser melhores por meio da educação.”

Fonte:http://portal.mec.gov.br